Marquesas e cadeirões para tatuagem
A marquesa de tatuagem, também chamada poltrona ou cadeirão de tatuagem, é a peça central do estúdio profissional. Condiciona o conforto do cliente em sessões que podem durar várias horas, a ergonomia do tatuador, o acesso às diferentes zonas do corpo (costas, pernas, braços, flancos) e a facilidade de desinfeção entre sessões.
Que marquesa escolher para tatuar
A escolha depende de três fatores: o perfil do tatuador (a começar, com experiência, itinerante ou instalado em estúdio), as zonas do corpo que trabalha com mais frequência e o orçamento. Existem três famílias.
A marquesa dobrável é leve, transportável e recolhe num saco com asas. É o formato de quem trabalha em convenções, ao domicílio ou está a começar. A regulação de altura é manual e o enchimento habitual é de espuma.
A marquesa fixa de estúdio tem pés em aço, é mais pesada e mais estável, e destina-se a instalação permanente. Traz várias secções inclináveis de forma independente: cabeça, costas e pernas.
A marquesa elétrica ou hidráulica é a gama profissional. A elétrica regula-se com motor por pedal ou comando; a hidráulica com êmbolo a gás acionado por pedal. Ambas permitem mudar a posição sem interromper a sessão.
Marquesa, poltrona ou cadeirão: a mesma peça
Os três termos designam o mesmo móvel e esta categoria reúne todos os modelos. O que muda é a posição de trabalho obtida.
Na posição completamente deitada, o móvel funciona como marquesa: é o formato de referência para peças nas costas, pernas compridas, flancos e sessões longas. Na posição sentada ou semi-sentada, funciona como poltrona e facilita o acesso aos braços, à nuca, aos gémeos em posição baixa e ao duplo mento.
A versatilidade não depende, portanto, do nome do produto, mas do número de secções articuladas e da amplitude do encosto. Um modelo de três ou quatro corpos cobre as duas posições; um de dois corpos orienta-se para o trabalho deitado.
Elétrica ou hidráulica
A diferença está na alimentação e no tipo de comando.
A hidráulica não necessita de corrente. Funciona com um êmbolo a gás acionado por pedal, o que dá autonomia total: não depende de uma tomada próxima nem de uma falha elétrica, e o mecanismo é simples de manter.
A elétrica regula-se com motor sem largar a máquina, o que resulta mais cómodo em sessões longas com mudanças frequentes de posição. O número de motores determina o que se move: um motor regula a altura; dois ou três controlam também encosto e pernas de forma independente.
Características a verificar antes de comprar
O estofo precisa de densidade suficiente para sessões longas sem pontos de pressão, e de um revestimento resistente a tinta, sangue e desinfetantes. Um revestimento de má qualidade fissura depressa e passa a ser um risco higiénico.
As secções articuladas — dois, três ou quatro corpos — determinam quantas posições se conseguem sem voltar a posicionar o cliente. A abertura facial é indispensável para trabalhar em decúbito ventral: permite que o cliente respire com a cabeça alinhada em vez de virada para o lado.
Os apoia-braços devem ser rebatíveis ou amovíveis; em peças de braço inteiro fazem diferença no resultado. Os pés reguláveis compensam pavimentos irregulares. E a carga máxima consta da ficha técnica: convém prever uma margem confortável.
Adaptar a marquesa à zona a tatuar
Para costas, posição completamente horizontal, cliente em decúbito ventral e rosto na abertura facial. O encosto deve descer totalmente sem degrau na zona da coluna.
Para pernas, a perna a trabalhar sobe ou desce conforme o traçado. Uma secção de pernas articulada de forma independente do encosto é valiosa em peças compridas.
Para braço inteiro, posição sentada ou semi-sentada com o braço em extensão sobre o apoio. Aqui interessa um encosto de inclinação progressiva.
Para flancos e tronco, posição lateral ou semi-deitada. Poder inclinar ligeiramente o conjunto facilita o acesso do tatuador.
Higiene e manutenção
A tatuagem implica contacto direto com a pele, com sangue e com tinta. A marquesa limpa-se e desinfeta-se entre cada cliente.
O revestimento não poroso impede a absorção de fluidos e de tinta; a napa técnica resiste melhor a desinfetantes alcoólicos repetidos. Entre o cliente e a marquesa coloca-se sempre uma proteção de uso único, para a qual servem os lençóis e capas para marquesas.
Convém verificar a compatibilidade química do desinfetante com o revestimento, para não degradar a napa antes do tempo. E preferir superfícies lisas: cantos vivos, ranhuras e costuras profundas retêm resíduos, pelo que as costuras soldadas são melhores do que as cosidas.
Comprar em segunda mão
O mercado de ocasião é amplo neste produto. Há quatro pontos a verificar antes de pagar.
O estado do revestimento é o primeiro: sem fissuras, sem rasgões e sem zonas gastas. Um revestimento danificado não se consegue desinfetar em condições. Convém vê-lo aberto e na horizontal, porque as fissuras aparecem nas dobras.
Os mecanismos de regulação devem ser testados presencialmente. Os êmbolos a gás perdem desempenho com o tempo: têm de subir sem degraus e manter a altura com peso em cima. A estabilidade comprova-se procurando folga nos pés e nas articulações.
Nos modelos motorizados verifica-se o sistema elétrico: comando, ausência de ruído anormal do motor e estado do cabo. E, sobretudo, a disponibilidade de peças de substituição: um comando, um pedal ou um êmbolo sem reposição transformam a marquesa num móvel fixo.
Completar o posto de trabalho
Para ter o material à mão sem se levantar, um carro ou mesa auxiliar resolve o transporte de tinta, agulhas, luvas e apósitos.
A altura da marquesa deve sobrepor-se à do banco do tatuador. Se não coincidirem, o profissional trabalha curvado por muito boa que seja a marquesa. A lâmpada para tatuar orientável dá a luz dirigida que o trabalho exige.
Para tatuar costas e nuca com o cliente sentado e inclinado para a frente existe outra solução: as cadeiras para tatuagem, que em muitos estúdios convivem com a marquesa. Todo este equipamento pertence ao mobiliário tattoo.
Perguntas frequentes
Marquesa, poltrona ou cadeirão de tatuagem: qual é a diferença?
Nenhuma. Os três termos designam o mesmo móvel e esta categoria reúne todos os modelos. A diferença está na posição obtida: deitado por completo funciona como marquesa, para peças nas costas e sessões longas; sentado ou semi-sentado funciona como poltrona e dá acesso aos braços e à nuca. O que conta na compra é o número de secções articuladas, não a designação.
Marquesa hidráulica ou elétrica?
A hidráulica regula-se com um êmbolo a gás acionado por pedal e não necessita de corrente, pelo que funciona em qualquer lugar e não para por uma falha elétrica. A elétrica ajusta-se com motor sem largar a máquina, o que é mais cómodo em sessões longas com mudanças frequentes de posição. A hidráulica dá autonomia; a elétrica, comodidade.
Quantos corpos deve ter uma marquesa de tatuagem?
Três corpos é a configuração habitual: encosto, assento e apoio de pernas. Dois corpos cobrem o trabalho básico. Quatro corpos e os modelos multiposições movem cada secção em separado e permitem mais posições sem voltar a posicionar o cliente, em troca de mais peso e mais preço.
Para que serve a abertura facial?
Serve para tatuar as costas. É uma abertura na cabeceira pela qual o cliente respira em decúbito ventral, com a cabeça alinhada em vez de virada para o lado. Em peças de costas completas evita que a postura do pescoço obrigue a interromper a sessão.
Qual a marquesa indicada para convenções?
A dobrável. Pesa pouco, recolhe num saco com asas e transporta-se com facilidade, pelo que é a usada em convenções, eventos e trabalho ao domicílio. Os modelos hidráulicos e elétricos não estão pensados para serem transportados.
Vale a pena comprar uma marquesa de tatuagem usada?
Pode valer se se verificarem quatro pontos: que o êmbolo a gás suba sem degraus e aguente peso sem ceder, que as articulações não tenham folga, que o revestimento não apresente fissuras nas dobras, e que existam peças de substituição para comando, pedal e êmbolo. Sem peças, a vida útil fica limitada à primeira avaria.
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A marquesa de tatuagem, também chamada poltrona ou cadeirão de tatuagem, é a peça central do estúdio profissional. Condiciona o conforto do cliente em sessões que podem durar várias horas, a ergonomia do tatuador, o acesso às diferentes zonas do corpo (costas, pernas, braços, flancos) e a facilidade de desinfeção entre sessões.
Que marquesa escolher para tatuar
A escolha depende de três fatores: o perfil do tatuador (a começar, com experiência, itinerante ou instalado em estúdio), as zonas do corpo que trabalha com mais frequência e o orçamento. Existem três famílias.
A marquesa dobrável é leve, transportável e recolhe num saco com asas. É o formato de quem trabalha em convenções, ao domicílio ou está a começar. A regulação de altura é manual e o enchimento habitual é de espuma.
A marquesa fixa de estúdio tem pés em aço, é mais pesada e mais estável, e destina-se a instalação permanente. Traz várias secções inclináveis de forma independente: cabeça, costas e pernas.
A marquesa elétrica ou hidráulica é a gama profissional. A elétrica regula-se com motor por pedal ou comando; a hidráulica com êmbolo a gás acionado por pedal. Ambas permitem mudar a posição sem interromper a sessão.
Marquesa, poltrona ou cadeirão: a mesma peça
Os três termos designam o mesmo móvel e esta categoria reúne todos os modelos. O que muda é a posição de trabalho obtida.
Na posição completamente deitada, o móvel funciona como marquesa: é o formato de referência para peças nas costas, pernas compridas, flancos e sessões longas. Na posição sentada ou semi-sentada, funciona como poltrona e facilita o acesso aos braços, à nuca, aos gémeos em posição baixa e ao duplo mento.
A versatilidade não depende, portanto, do nome do produto, mas do número de secções articuladas e da amplitude do encosto. Um modelo de três ou quatro corpos cobre as duas posições; um de dois corpos orienta-se para o trabalho deitado.
Elétrica ou hidráulica
A diferença está na alimentação e no tipo de comando.
A hidráulica não necessita de corrente. Funciona com um êmbolo a gás acionado por pedal, o que dá autonomia total: não depende de uma tomada próxima nem de uma falha elétrica, e o mecanismo é simples de manter.
A elétrica regula-se com motor sem largar a máquina, o que resulta mais cómodo em sessões longas com mudanças frequentes de posição. O número de motores determina o que se move: um motor regula a altura; dois ou três controlam também encosto e pernas de forma independente.
Características a verificar antes de comprar
O estofo precisa de densidade suficiente para sessões longas sem pontos de pressão, e de um revestimento resistente a tinta, sangue e desinfetantes. Um revestimento de má qualidade fissura depressa e passa a ser um risco higiénico.
As secções articuladas — dois, três ou quatro corpos — determinam quantas posições se conseguem sem voltar a posicionar o cliente. A abertura facial é indispensável para trabalhar em decúbito ventral: permite que o cliente respire com a cabeça alinhada em vez de virada para o lado.
Os apoia-braços devem ser rebatíveis ou amovíveis; em peças de braço inteiro fazem diferença no resultado. Os pés reguláveis compensam pavimentos irregulares. E a carga máxima consta da ficha técnica: convém prever uma margem confortável.
Adaptar a marquesa à zona a tatuar
Para costas, posição completamente horizontal, cliente em decúbito ventral e rosto na abertura facial. O encosto deve descer totalmente sem degrau na zona da coluna.
Para pernas, a perna a trabalhar sobe ou desce conforme o traçado. Uma secção de pernas articulada de forma independente do encosto é valiosa em peças compridas.
Para braço inteiro, posição sentada ou semi-sentada com o braço em extensão sobre o apoio. Aqui interessa um encosto de inclinação progressiva.
Para flancos e tronco, posição lateral ou semi-deitada. Poder inclinar ligeiramente o conjunto facilita o acesso do tatuador.
Higiene e manutenção
A tatuagem implica contacto direto com a pele, com sangue e com tinta. A marquesa limpa-se e desinfeta-se entre cada cliente.
O revestimento não poroso impede a absorção de fluidos e de tinta; a napa técnica resiste melhor a desinfetantes alcoólicos repetidos. Entre o cliente e a marquesa coloca-se sempre uma proteção de uso único, para a qual servem os lençóis e capas para marquesas.
Convém verificar a compatibilidade química do desinfetante com o revestimento, para não degradar a napa antes do tempo. E preferir superfícies lisas: cantos vivos, ranhuras e costuras profundas retêm resíduos, pelo que as costuras soldadas são melhores do que as cosidas.
Comprar em segunda mão
O mercado de ocasião é amplo neste produto. Há quatro pontos a verificar antes de pagar.
O estado do revestimento é o primeiro: sem fissuras, sem rasgões e sem zonas gastas. Um revestimento danificado não se consegue desinfetar em condições. Convém vê-lo aberto e na horizontal, porque as fissuras aparecem nas dobras.
Os mecanismos de regulação devem ser testados presencialmente. Os êmbolos a gás perdem desempenho com o tempo: têm de subir sem degraus e manter a altura com peso em cima. A estabilidade comprova-se procurando folga nos pés e nas articulações.
Nos modelos motorizados verifica-se o sistema elétrico: comando, ausência de ruído anormal do motor e estado do cabo. E, sobretudo, a disponibilidade de peças de substituição: um comando, um pedal ou um êmbolo sem reposição transformam a marquesa num móvel fixo.
Completar o posto de trabalho
Para ter o material à mão sem se levantar, um carro ou mesa auxiliar resolve o transporte de tinta, agulhas, luvas e apósitos.
A altura da marquesa deve sobrepor-se à do banco do tatuador. Se não coincidirem, o profissional trabalha curvado por muito boa que seja a marquesa. A lâmpada para tatuar orientável dá a luz dirigida que o trabalho exige.
Para tatuar costas e nuca com o cliente sentado e inclinado para a frente existe outra solução: as cadeiras para tatuagem, que em muitos estúdios convivem com a marquesa. Todo este equipamento pertence ao mobiliário tattoo.
Perguntas frequentes
Marquesa, poltrona ou cadeirão de tatuagem: qual é a diferença?
Nenhuma. Os três termos designam o mesmo móvel e esta categoria reúne todos os modelos. A diferença está na posição obtida: deitado por completo funciona como marquesa, para peças nas costas e sessões longas; sentado ou semi-sentado funciona como poltrona e dá acesso aos braços e à nuca. O que conta na compra é o número de secções articuladas, não a designação.
Marquesa hidráulica ou elétrica?
A hidráulica regula-se com um êmbolo a gás acionado por pedal e não necessita de corrente, pelo que funciona em qualquer lugar e não para por uma falha elétrica. A elétrica ajusta-se com motor sem largar a máquina, o que é mais cómodo em sessões longas com mudanças frequentes de posição. A hidráulica dá autonomia; a elétrica, comodidade.
Quantos corpos deve ter uma marquesa de tatuagem?
Três corpos é a configuração habitual: encosto, assento e apoio de pernas. Dois corpos cobrem o trabalho básico. Quatro corpos e os modelos multiposições movem cada secção em separado e permitem mais posições sem voltar a posicionar o cliente, em troca de mais peso e mais preço.
Para que serve a abertura facial?
Serve para tatuar as costas. É uma abertura na cabeceira pela qual o cliente respira em decúbito ventral, com a cabeça alinhada em vez de virada para o lado. Em peças de costas completas evita que a postura do pescoço obrigue a interromper a sessão.
Qual a marquesa indicada para convenções?
A dobrável. Pesa pouco, recolhe num saco com asas e transporta-se com facilidade, pelo que é a usada em convenções, eventos e trabalho ao domicílio. Os modelos hidráulicos e elétricos não estão pensados para serem transportados.
Vale a pena comprar uma marquesa de tatuagem usada?
Pode valer se se verificarem quatro pontos: que o êmbolo a gás suba sem degraus e aguente peso sem ceder, que as articulações não tenham folga, que o revestimento não apresente fissuras nas dobras, e que existam peças de substituição para comando, pedal e êmbolo. Sem peças, a vida útil fica limitada à primeira avaria.



